A Seduc-SP assinou em 30/09/2026 o despacho que contrata a FGV, por dispensa de licitação (art. 75, XV, da Lei 14.133/2021), para organizar o concurso de 5.000 professores do Ensino Fundamental (anos finais) e Médio. O contrato é de R$ 16 milhões (R$ 64 por inscrito, estimativa de 250 mil candidatos). O Termo de Referência prevê prova objetiva com foco em gestão de sala de aula, discursiva sobre o Currículo Paulista, videoaula e títulos.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) definiu a Fundação Getulio Vargas (FGV) como banca do concurso público para 5.000 cargos efetivos de professor do Ensino Fundamental (anos finais) e do Ensino Médio. O Despacho Autorizador, assinado em 30 de setembro de 2026 pela Diretoria de Pessoas, autoriza a despesa de R$ 16 milhões, aprova o Termo de Referência (TR) e declara a dispensa de licitação para a contratação direta da FGV.
Com a banca definida, o próximo passo é a assinatura do contrato e a publicação do edital. O edital ainda não tem data.
| Item | O que diz o documento |
|---|---|
| Banca | Fundação Getulio Vargas (FGV) |
| Forma de contratação | Dispensa de licitação (art. 75, XV, da Lei nº 14.133/2021) |
| Valor autorizado | R$ 16.000.000,00 |
| Preço por candidato | R$ 64,00 por inscrição confirmada |
| Estimativa de inscritos | 250.000 candidatos |
| Cargos | 5.000 cargos efetivos de Professor (Ensino Fundamental anos finais e Ensino Médio) |
| Vigência do contrato | 12 meses a partir da assinatura |
| Despacho autorizador | Assinado em 30/09/2026 – Processo SEI 015.00283917/2026-17 |
A contratação direta tem base no art. 75, inciso XV, da Lei nº 14.133/2021. Esse dispositivo permite dispensar licitação para contratar instituição brasileira sem fins lucrativos dedicada a ensino, pesquisa ou desenvolvimento institucional, desde que tenha inquestionável reputação ética e profissional. O próprio despacho afirma que a escolha não decorre de inviabilidade de competição nem de exclusividade da FGV, mas de uma opção que a lei admite.
Segundo o despacho, a FGV foi escolhida por quatro razões:
O despacho reconhece que a proposta da FGV “não corresponde à proposta de menor valor absoluto” entre as pesquisadas. Mesmo assim, a Secretaria a considerou mais vantajosa pela continuidade metodológica, pela redução de riscos operacionais e pela eficiência administrativa.
Segundo o documento, o concurso autorizado em 2022 vem recompondo parte do quadro, mas deixou vagas remanescentes em algumas localidades sem aprovados para ocupá-las. Parte da demanda tem sido coberta com contratações temporárias (Lei Complementar nº 1.093/2009), solução que a Secretaria classifica como excepcional. Os 5.000 cargos já existem no sistema de cargos do Estado (SICAD) e vêm de vacâncias por aposentadorias, exonerações e falecimentos. Não haverá criação de novos cargos.
O TR (nº 8/2026, Processo SEI 015.00283917/2026-17) descreve como o concurso deve ser organizado. Os pontos mais importantes para o candidato:
| Etapa | Caráter | Como será |
|---|---|---|
| Prova objetiva | Eliminatória e classificatória | 30 questões, 5 alternativas: 10 de gestão de sala de aula + 20 de conhecimentos específicos do componente curricular; 4 horas |
| Prova discursiva | Classificatória | 2 questões abertas por componente, sobre temas do Currículo Paulista e metodologia de ensino; no mesmo dia da objetiva |
| Prova prática (videoaula) | Classificatória | Vídeo de 5 a 7 minutos simulando uma aula, enviado pelo portal de inscrições, a partir de roteiros/temas definidos pela FGV |
| Títulos e experiência profissional | Classificatória | Análise de graduação, pós-graduação, especializações e experiência profissional enviadas pelo portal |
Só terão a discursiva corrigida, a videoaula avaliada e os títulos analisados os candidatos com pelo menos 50% de acertos na prova objetiva. Os classificados poderão entrar na Lista Geral, na Lista Especial e na lista para contratação temporária (LC nº 1.093/2009). Ou seja, o concurso também deve servir para formar o cadastro de professores temporários.
A prova objetiva vai priorizar competências de gestão de sala de aula: planejamento do ensino, organização do tempo e do espaço pedagógico, estratégias de condução da aprendizagem, mediação de conflitos, gestão do comportamento dos alunos, avaliação, inclusão e atendimento à diversidade, além da articulação entre metodologia, currículo e prática didática.
Observação: na parte da videoaula, o TR menciona roteiros por “eixos tecnológicos”, termo usado nas seleções da Educação Profissional. Os detalhes da prova prática (temas, critérios e envio) serão definidos no edital.
A FGV recebe R$ 64,00 por inscrição confirmada. O valor de R$ 16 milhões é estimado com base em 250 mil inscritos e será apurado ao fim das inscrições. Se houver menos candidatos que o previsto, a banca assume o risco e não tem direito a reequilíbrio do contrato. A taxa de inscrição paga pelos candidatos vai para uma conta da Secretaria da Educação em até 10 dias após o fim das inscrições. O valor da taxa será definido no edital. O pagamento à banca é dividido em 4 parcelas:
| Parcela | Quando é liberada |
|---|---|
| 1ª (25%) | Após o bloco inicial: publicação do edital, processamento das inscrições e aplicação da prova objetiva |
| 2ª a 4ª (25% cada) | Conforme a conclusão dos blocos seguintes, que incluem heteroidentificação, processamento de resultados e encerramento do concurso |
Com a contratação autorizada, falta assinar o contrato. Depois, a FGV e a Seduc-SP definem juntas o cronograma definitivo e a FGV prepara o edital. O contrato tem vigência de 12 meses. Relembre as notícias anteriores: a autorização dos 5 mil cargos e a pré-seleção da FGV.
Com o formato já conhecido (objetiva com foco em gestão de sala de aula, discursiva sobre o Currículo Paulista, videoaula e títulos), dá para começar a estudar antes do edital.
Vai disputar o concurso de professor da Seduc-SP?
Prepare-se desde já para a prova da FGV: gestão de sala de aula, Currículo Paulista, conhecimentos específicos, discursiva e videoaula.
Banca definida: FGV · 5.000 cargos · Acesso imediato